Assembleia da rede estadual de ensino de João Câmara e da jurisdição foi realizada ontem (26) na E.E.T.I Francisco de Assis Bittencourt em João Câmara, com a presença do coordenador geral do SINTE estadual Bruno Vital. Os trabalhadores/as em educação se reuniram para saber os informes da negociação do sindicato e o governo do Estado, e avaliar o movimento grevista.
Os informes foram os seguintes:
I) Piso do magistério: O Sinte não aceitou a proposta do parcelamento em abril e em dezembro em virtude de não ter garantido a forma de pagamento do retroativo;
II) PCCR dos Funcionários(as): o Governo falou que após 15 dias ao término da greve sentaria com a direção do sindicato para apresentar as alterações, que segundo o professor Bruno Vital são poucas. A direção do SINTE informou que não seria necessário terminar greve para o envio tendo em vista que esse PCCR já devia estar mais avançado;
III) Temporários: o governo vai montar uma “força tarefa” para reajustar o contrato dos temporários no que tange ao pagamento do 13° salário e o terço de férias. A informação é que será até julho para concluir; e
IV) Porte das Escolas: Até maio deste ano enviar o PL para a Assembleia Legislativa constando uma correção salarial de 70% do valor atual. Ressalta-se que vigorará apenas em 2026.
Após os informes, os professores/as e gestores escolares falaram do movimento grevista em suas respectivas escolas. Após às falas foi colocado em votação a continuidade do movimento grevista na jurisdição da regional de João Câmara e por maioria dos presentes foi aprovado o término do movimento nas escolas da região. A proposta teve apenas 10 votos contrários e 5 abstenções.
Um acordo feito nos encaminhamentos foi de que mesmo a regional parando o movimento grevista, a categoria teria a liberdade de se somar na agenda de lutas do movimento a nível estadual. Faz-se necessário esclarecer que a regional não define nem obriga o retorno dos professores/as para as salas de aulas, quem desejar continuar a greve têm total autonomia. Importante destacar que a posição é uma opinião, mas não tem CARÁTER DECISÓRIO, já que a decisão sobre a greve é tomada na assembleia geral realizada em Natal.
Fonte: SinteJoãoCâmara