
O União Brasil, partido do ex-senador José Agripino Maia e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, está cada vez mais alinhado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na última quarta-feira (2), Lula reuniu-se por cerca de três horas com senadores para ampliar sua base de apoio no Congresso, e entre os presentes estavam nomes de peso do União Brasil, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o líder da sigla na Casa, Efraim Filho (PB).

Além disso, o partido já ocupa espaços estratégicos no ministério de Lula, o que reforça a aliança. Diante desse cenário, fica a pergunta: como José Agripino e Paulinho Freire poderão sustentar um discurso de oposição no Rio Grande do Norte nas próximas eleições? Como justificar um eventual apoio à candidatura do senador Rogério Marinho ao governo do estado, se Marinho é um dos maiores críticos de Lula e da governadora Fátima Bezerra?
A contradição dentro do União Brasil pode gerar desgastes para suas lideranças no RN, que precisarão definir se seguem alinhadas ao governo federal ou se mantêm um discurso oposicionista, mesmo diante da evidente aproximação com o Planalto. A definição desse posicionamento será decisiva para o futuro do partido no estado e para as articulações políticas de 2026.
Por Robson Pires